FEIPOL-SUL

FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUL

previewRepresentantes de policiais civis de todo o Brasil, reunidos em Brasília, por ocasião da realização do Congresso Extraordinário da Cobrapol, realizado para debater o projeto de reforma da previdência, a ser remetido pelo governo ao congresso nacional já no mês de fevereiro deliberaram que não aceitam que os policiais sejam incluídos na proposta de reforma geral da previdência.

Uma pesquisa realizada pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) e a Fundação Getúlio Vargas, a expectativa de vida de um policial está bem abaixo do conjunto da população brasileira, variando entre 52 e 58 anos. Um estudo da ONU, colocou a carreira policial na lista das mais perigosas do mundo, estando a frente apenas dos mineiros. Em nenhum país do mundo trabalhadores expostos ao risco de morte, como os policiais são obrigados a trabalhar até os 65 anos. Os policiais, assim como os militares, não recebem horas extras, não possuem fundo de garantia e ainda tem o seu direito de greve vedado pelo STF, o que torna a carreira policial uma profissão com características especialíssimas. Tratar de forma igual os diferentes não é a maneira mais justa de conduzir os debates sobre a necessidade de reformar a previdência no Brasil.

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previewA UGEIRM participou, na tarde de segunda-feira (21), de uma reunião com as direções dos sindicatos dos Policiais Federais, Policiais Rodoviários Federais, ASDEP/RS e SINPOL/RS, na sede do SINPEF/RS (Sindicato dos Policiais Federais do RS), em Porto Alegre/RS, quando discutiu o projeto de reforma da Previdência, que deve ser enviado ao Congresso já no próximo mês. Além dos representantes das entidades, também esteve presente o deputado federal eleito Ubiratan Sanderson (PSL/RS), que é policial federal.

Durante a reunião, os representantes das entidades apresentaram suas preocupações ao deputado Sanderson, assinalando que estão dispostos a ajudar na construção de uma proposta responsável e viável, respeitando as peculiaridades atinentes à atividade policial e com regras de transição justas, de modo a não penalizar aqueles que já estão prestes a se aposentar.

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previewA UGEIRM está implantando uma novidade que vai facilitar a vida dos seus sindicalizados (as). Já está disponível na sede do sindicato os cartões de sindicalização da UGEIRM. Com esse cartão, será possível ter acesso a todos os convênios do sindicato, podendo desfrutar de descontos em serviços de várias áreas, como educação, saúde, lazer e esportes.

A diretoria está organizando uma estrutura para enviar os cartões para os associados. No entanto, quem puder comparecer à sede do sindicato, com um documento de identificação, já pode retirar o seu Cartão da UGEIRM.

A lista com todos os convênios do sindicato está disponível no site da UGEIRM, no link www.ugeirmsindicato.com.br/convenios. Os associados que tiverem sugestões de empresas ou serviços que possam estabelecer convênio com a UGEIRM, podem enviar o contato para o sindicato para que seja viabilizado o estabelecimento do convênio.

O SINCLAPOL realiza audiência no dia 22 de janeiro do corrente ano, no departamento da Polícia Civil, com o objetivo de preparar o futuro, de elaborar um plano estratégico para os próximos 4 anos, 2019-2022. Tendo em vista diagnosticar a instituição, apontar soluções e definir estratégias para a construção de uma Polícia Civil moderna, eficiente e eficaz.

Foram recebidos pelo Delegado geral da Polícia Civil Silvio Jacob Rochembach e Delegado Geral Adjunto Riad Braga Farhat, o Presidente da Sinclapol Fábio Barddal Drummond, o Diretor Jurídico Evandro dos Santos Baroto e o Diretor de Assuntos Parlamentares Rohanito Navarro de Goes, Diretor de Imprensa Adjunto Misael de Lima Nemecek. Então, os representantes da Sinclapol entregaram em mãos o ofício 05/2019 e levantaram as pautas referente aos interesses da classe policial, destacando-se: novo estatuto da Policia Civil; valorização do servidor Policial Civil; aumento do efetivo e planejamento estratégico.

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previewO presidente do SINPOL-SC, Faunner Alfredo Cavon e o diretor jurídico, Paulo Abreu, participaram no último final de semana, durante os dias 25, 26 e 27 na sede da AGEPOL, em Brasília, do Congresso Nacional Extraordinário da COBRAPOL.  O intuito do evento se deu para discussão do Projeto da Reforma da Previdência, a ser remetido pelo Governo ao Congresso Nacional, já no mês de fevereiro. Ficou convencionado pelos representantes dos policiais civis de todo o Brasil: “não aceitar que a categoria seja incluída na chamada Reforma Geral da Previdência, sem que haja uma ampla discussão”.

No primeiro dia do encontro (25), foi realizado o 1º COBRAJUR – Encontro Nacional de Diretores Jurídicos das Entidades Filiadas, onde foi apresentado e discutido o projeto para a criação de um banco de informações de demandas jurídicas, envolvendo Policiais e as entidades sindicais de Policiais Civis. A ferramenta permitirá a troca de experiências jurídicas assim como o armazenamento de petições e julgados de todos os Estados da Federação. “Já nesse primeiro encontro, a Diretoria do SINPOL-SC, trouxe consigo alguns modelos de planos de carreira de outros Estados, que servirão de base para o projeto que será desenvolvido em breve pelo sindicato, completou o Diretor Paulo Abreu.

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O SINPOL-SC, por meio de sua Assessoria Jurídica (Baratieri Advogados), informa que o Des. Paulo Henrique Moritz Martins da Silva deferiu o pedido formulado pelo sindicato para que, ao menos, houvesse a intimação pessoal de cada envolvido sobre o teor das Portarias de n. 3880 e 3881/2018, ou seja, sobre o retorno à ativa.

Segundo a determinação do Des. Paulo Henrique Moritz Martins da Silva os envolvidos devem ser comunicados pessoalmente do teor das Portarias n. 3880 e 3881/2018 do IPREV/SC, seguindo as diretrizes apresentadas pela Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina no Parecer n. 388/18.

Assim, aqueles que optaram por usufruir da medida liminar conquistada pelo SINPOL-SC na Ação Coletiva n. 0313459-54.2018.8.24.0023, devem aguardar a intimação pessoal acerca do teor das Portarias 3880 e 3881/2018 (que tornou sem efeito as aposentadorias).

A assessoria jurídica permanece à disposição para eventuais questionamentos.

O SINPOL-SC, por meio de sua Diretoria e da Presidente da Comissão Eleitoral do SINPOL-SC, Aline Mara Rodrigues de Sousa,  nos termos de seu Estatuto Social, Capítulo IX, vem dar ciência aos seus Associados com direito a voto e convocá-los para as eleições (GESTÃO 2019/2022), dos cargos eletivos da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal do sindicato.

As eleições ocorrerão no dia 27 de março de 2019, com início às 08h00min e término às 17h00min, e serão realizadas por meio de voto eletrônico, em urnas locadas junto ao TRE/SC.

As urnas serão instaladas nas sedes das Delegacias Regionais das comarcas de Joinville, Blumenau, Itajaí, Tubarão, Criciúma, Rio do Sul, Lages, Mafra, Caçador, Joaçaba, Chapecó, São Miguel do Oeste, Concórdia, Jaraguá do Sul, Xanxerê, Brusque, Laguna, Araranguá, Ituporanga, São Bento do Sul, Canoinhas, Porto União, Curitibanos, Videira, Campos Novos, São Joaquim, São Lourenço do Oeste, Balneário Camboriú, além da instalação de uma urna na Sede do SINPOL, uma na ACADEPOL e uma na DPCAMI da Capital.

Para fazer cumprir todas normas previstas para eleição, serão disponibilizados, no mínimo, dois mesários por seção eleitoral. A coordenação das eleições fica a cargo da Diretoria Executiva do SINPOL-SC e da Comissão Eleitoral, juntamente com os mesários nomeados, bem como cada chapa inscrita poderá indicar, após homologada a sua inscrição, um membro associado que atuará como fiscal de eleição.

CHAPAS E CANDIDATOS

Para a inscrição de chapas e candidatos, serão seguidas as normas previstas nos arts. 89, 90 e 91 do Estatuto do SINPOL-SC, bem como as determinadas pela Comissão Eleitoral.

Os candidatos aos cargos eletivos de Diretoria Executiva deverão, obrigatoriamente, formar uma chapa com os membros indicados no art. 17 do Estatuto do SINPOL-SC, mediante requerimento (modelo fornecido pela Comissão Eleitoral), acompanhados dos seguintes documentos, de cada membro: autorização individual (modelo fornecido pela Comissão Eleitoral); cópia reprográfica da Carteira Funcional e contracheques referentes aos meses de dezembro de 2018 e janeiro de 2019, de forma a comprovar que os requisitos do art. 91 do Estatuto Social foram cumpridos.

Os candidatos aos cargos eletivos ao Conselho Fiscal apresentar os seguintes documentos para a homologação de sua candidatura: Requerimento (modelo fornecido pela Comissão Eleitoral); cópia reprográfica da Carteira Funcional e contracheque referentes aos meses de dezembro de 2018 e janeiro de 2019, de forma a comprovar que os requisitos do art. 91 do Estatuto Social foram cumpridos.

Quanto à regra da obrigatoriedade de quatro meses antes da eleição estar filiado junto ao SINPOL-SC para se tornar apto a ser votado, será feito consulta em data pertinente para comprovar tal período, sendo certo que a apresentação dos contracheques dos meses de dezembro de 2018 e janeiro de 2019, por si, não cumprem, na sua totalidade, esse requisito.

As inscrições das Chapas dar-se-ão no período de 25 de janeiro de 2019 até às 18:00 horas do dia 15 de fevereiro de 2019, junto à sede do SINPOL-SC, localizada na Avenida Presidente Kennedy, 306, sala 209, Campinas, São José, Santa Catarina.

As inscrições dos candidatos a membro do Conselho Fiscal dar-se-ão no período de 25 de janeiro de 2019 até às 18:00 horas do dia 15 de fevereiro de 2019, através do endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.sendo a confirmação de resposta por parte da Comissão Eleitoral o documento que comprova o pedido de inscrição.

As Chapas serão numeradas de acordo com a ordem da inscrição, levando a numeração 01 a primeira a ser inscrita, 02 a segunda ser inscrita e assim sucessivamente, e os candidatos a membros do Conselho Fiscal terão seus nomes como identificação de votação.

Os requisitos ou condições de elegibilidade dos candidatos são aqueles previstos no art. 91 do Estatuto do SINPOL-SC, sendo que cada associado poderá candidatar-se a um único cargo eletivo.

DOS RECURSOS

Os recursos serão disciplinados conforme regras estabelecida no art. 90 do Estatuto do Sinpol-SC.

VOTO E VOTAÇÃO

O sistema de votação utilizado será o de urnas eletrônicas fornecidas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina. Havendo qualquer problema que impossibilite o uso de urna eletrônica, conforme art. 83 do Estatuto Social, poderá ser utilizada cédulas físicas.

O associado apto a votar deverá cumprir os requisitos indicados no art. 74, § 1º e incisos do Estatuto do SINPOL-SC.

(Art. 74, § 1 Só poderá votar o associado que: for policial civil ou pensionista, ter no mês anterior da eleição o lançamento da contribuição mensa em folha de pagamento, não estiver afastado da Diretoria Executiva ou Conselho Fiscal por votação em Assembleia ou por decisão judicial.)

Serão considerados nulos os votos em desacordo com o Estatuto Social e com as normas eleitorais exaradas pela Comissão Eleitoral.

O associado não é obrigado a votar somente na sua Delegacia Regional sendo autorizado o voto em trânsito, desde que, antes do ato, a Comissão Eleitoral seja informada pelo mesário coordenador da seção eleitoral.

APURAÇÃO

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previewEstá acontecendo em Brasíli/DF neste final de semana o “Congresso Extraordinário” da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis, a COBRAPOL. As pautas do evento são a Reforma da Previdência, a Lei Orgânica das Polícias Civil e outros temas de interesse da categoria.
O SINPOL RS está presente no evento se fazendo representado por sua equipe diretiva.    
Durante a abertura, estiveram presentes o Deputado Federal do RS Ubiratan Sanderson e o Presidente do SINPF RS Julio César.
O evento é de grande importância para a segurança pública e a nossa participação reafirma o compromisso que temos em fazer parte dos debates e das lutas em defesa do Policial Civil gaúcho.

previewEntidades de classe de Policiais Federais, Policiais Rodoviários Federais e Policiais Civis estiveram reunidos na tarde desta segunda-feira, 21.01, na sede do Sindicato dos Policiais Federais, em Porto Alegre/RS, para discutir acerca da reforma da Previdência, cujo projeto deve ser enviado ao Congresso já no próximo mês. Participaram do encontro os presidentes do SINPEF/RS, do SINPRF/RS, da ASDEP/RS, da UGEIRM e do SINPOL-RS, bem como o deputado federal eleito Ubiratan Sanderson (PSL/RS), que é policial federal.

Na oportunidade, os policiais apresentaram suas preocupações ao deputado federal, assinalando que estão dispostos a ajudar na construção de uma proposta responsável e viável, respeitando as peculiaridades atinentes à atividade policial e com regras de transição justas, de modo a não penalizar aqueles que já estão prestes a se aposentar.

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O levantamento de GaúchaZH corrobora o famoso termo cobertor curto. Em função do baixo efetivo que a polícia possui, os gestores direcionaram o maior número de recursos disponíveis aos crimes que refletem risco contra a vida, deixando em segundo plano crimes de menor complexidade, a exemplo dos furtos dentro dos bairros. Isso torna quase impossível a identificação de autoria e recuperação dos materiais roubados das vítimas.
Estes delitos referidos na matéria são aqueles que dependem exclusivamente da investigação policial, aquela que é feita empregando somente recursos humanos, nestes casos os recursos tecnológicos não conseguem suprir a falta de pessoal.
Tal situação só será corrigida através de recomposição real do efetivo da Polícia Civil
. Emerson Ayres, Presidente do SINPOL RS

Levantamento foi obtido pelo RBS Notícias com base na Lei de Acesso à Informação

As 20 delegacias de Porto Alegre somente conseguiram esclarecer um a cada 15 crimes registrados pelos cidadãos em 2018. O levantamento, que envolve oito tipos de delitos, foi obtido pelo RBS Notícias com base na Lei de Acesso à Informação. Os dados divulgados pelo governo relacionam oito tipos de crimes por delegacia.

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previewNa última segunda-feira (21), às 18h30, o SINPOL RS, representado pelo Diretor Jurídico Mário Flanir, esteve reunido com o Vice-Governador e Secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul Delegado Ranolfo Vieira Junior, em seu gabinete, no 21° andar do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), com o objetivo de dialogar sobre as primeiras pautas de interesse da categoria dos Policiais Civis gaúchos deste ano.

Nesta oportunidade, a Lei Estadual 14.433/2014, foi reivindicada. Ao total são cerca de 100 promoções que podem ser realizadas, isto representa a abertura de vagas para a 4°, 3°, 2° e 1° classes, beneficiando todos os agentes policiais, benefício este que, por entendimento do governo anterior, foi suspenso. Como resposta, Ranolfo afirmou que resolverá este tema através de tratativas internas com as autoridades competentes em um prazo de 15 dias.

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previewA UGEIRM firmou convênio com a AACD/RS (Associação de Assistência à Criança Deficiente). A parceria com a instituição vai permitir que os sindicalizados da UGEIRM tenham direito à descontos nos atendimentos especializados em reabilitação física e venda de próteses, órteses e acessórios.

A partir de agora, os sindicalizados terão 15% de desconto nos atendimentos ambulatoriais nas especialidades médica e terapêutica: fisiatria, neurologia pediátrica, ortopedia, fisioterapia solo, fisioterapia aquática, fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, musicoterapia; nas especialidades de apoio: serviço social, adequação postural em cadeiras de rodas, reabilitação virtual (reabilitação neuromotora prática em ambiente virtual), órteses de mão anatômicas. Para os aparelhos ortopédicos da oficina ortopédica: fabricação e revenda de órteses, prótese e materiais especiais de reabilitação, os sindicalizados terão um desconto de 10%.

Maiores informações podem ser obtidas através do telefone (51) 3382-2222, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou através do site www.aacd-rs.org.br.

previewA Delegada Nadine Anflor, acompanhada do Subchefe de Polícia Delegado Fabio Motta, esteve na Sede da UGEIRM nesta quarta-feira (16), onde participou de um um café da manhã oferecido pela direção da UGEIRM. A nova Chefe de Polícia agradeceu o convite e se colocou à disposição para o diálogo e encaminhamento das questões da categoria apresentadas pela direção do sindicato.

Durante a conversa com a Delegada Nadine, a direção da UGEIRM apresentou uma série de questões que atingem e preocupam a categoria. Entre elas, uma das mais debatidas durante o encontro, foi a que diz respeito ao atendimento e condições de funcionamento das DPPAs, tanto da capital e região metropolitana, quanto das delegacias do interior do estado.

A direção do sindicato levantou a questão do déficit de pessoal, as más condições estruturais dos prédios que abrigam as delegacias, a permanência de presos nas carceragens, as escalas de 24X72 horas e o funcionamento de delegacias com apenas um policial. A Chefe de Polícia ouviu atentamente as colocações da direção da UGEIRM e se colocou à disposição para a busca de soluções. Nadine Anflor comunicou que implantará uma sistemática de realização de reuniões a cada dois meses, com as entidades, afim de tomar ciência das reivindicações da categoria e debater propostas.

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Corporações enfrentam escassez de recursos e dificuldades para patrulhar ruas e investigar crimes como homicídios

 

Na contramão da interiorização do crime organizado e do crescimento da população, o Rio Grande do Sul caminha para ter menor número de policiais civis em quase quatro décadas. O Estado tem 873 agentes e delegados a menos do que no início dos anos 1980. São 4.976 responsáveis por investigar crimes, 48% abaixo do ideal. Há, em média, um servidor para cada 2.276 gaúchos. O efetivo não é o menor da história da Polícia Civil – em 2016, havia 50 a menos – mas representa o déficit a ser enfrentado pela nova cúpula da segurança. Na Brigada Militar, o cenário é similar: são 15 mil PMs a menos, o que significa ausência de 47% em relação ao que previsto em lei.

Num cenário de escassez de recursos, a Polícia Civil teme ficar ainda mais enxuta. Segundo o subchefe da corporação, Fabio Motta Lopes, 694 agentes estão aptos para se aposentar. Nos últimos cinco anos, 1.683 policiais civis deixaram a ativa no Estado. Somente em 2016, foram 535 baixas e, no ano passado, outras 247.

 – Quando há indicativos de reforma na Previdência, a gente percebe um movimento grande de aposentadorias. Isso pode acontecer este ano – preocupa-se Lopes.

O subchefe confirma que o déficit obriga policiais a alterarem a forma de investigação. Em 2018, foram 693 mil ocorrências registradas pela corporação, ou seja, 139 por agente. No mesmo período, foram 222 mil inquéritos – média de 45 por policial. Caso o efetivo fosse o ideal, 9,7 mil, seriam 71 ocorrências e 22 inquéritos por servidor.

— Somos obrigados a focar em investigações dos crimes de maior gravidade e distribuir o efetivo de acordo com índices de violência. É um desafio, mas estamos acostumados porque nunca tivemos o efetivo ideal – afirma o delegado.

Criar estímulos para manter os agentes na ativa é, na visão da Ugeirm Sindicato, que representa investigadores, escrivães e inspetores, a forma de tentar evitar agravamento da situação.  

— Desde a década de 1980, a violência se intensificou e não temos política de enfrentamento. É preciso levar em consideração melhores condições de trabalho, por exemplo. Quem vai querer permanecer numa delegacia abarrotada de presos e com estrutura caindo aos pedaços? A questão da reforma da Previdência tem causado insegurança sobre o nosso futuro e vai resultar em corrida às aposentadorias — analisa o vice-presidente da entidade, Fábio Castro.

Não se faz segurança sem o elemento humano

No início da década de 1980, o maior número de policiais foi registrado em 1985, quando chegou a 6.289. À frente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do RS, SINPOL-RS, Emerson Ayres espera que a nova chefia crie política de recomposição da categoria: 

— Entendemos que a polícia trabalha com integração, inteligência e tecnologia, mas não se faz segurança pública sem o elemento humano. Não adianta comprar viatura e computador e não ter quem opere, não ter nem alguém para investigar e chegar à autoria.

Cleiton Silvestre de Freitas, presidente da Associação dos Delegados de Polícia, também sugere que, além dos concursos, o Estado invista nos servidores da ativa, com treinamento e melhoria das condições de trabalho. O delegado diz que houve mudança no perfil da criminalidade no Interior, com a interiorização de facções, o que torna o déficit mais preocupante: 

— Há cidades onde existe comarca, com juiz, e não tem delegado. O mundo do crime está se alastrando para o Interior, com assaltos a bancos, presença do tráfico, uso de armamentos pesados. Em contrapartida, temos efetivo muito enxuto. 

Há uma esperança na corporação: 421 agentes estão em formação e devem estar aptos até maio. Há, ainda, cem delegados em fase de concurso. Além disso, 1,2 mil agentes aprovados em seleção, em tese, podem ser convocados ao longo dos próximos anos. Isso depende de autorização governamental. 

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Dos cerca de R$ 8 bilhões do orçamento do Paraná contingenciados pelo governador Ratinho Junior (PSD), cerca de R$ 825 milhões correspondem à Segurança Pública. O corte inclui, por exemplo, R$ 3,6 milhões da Cadeia Pública de Londrina e R$ 1,3 milhão da construção da Delegacia Cidadã, além de R$ 724,3 mil de "ações do 2º Comando da PMPR (Polícia Militar do Paraná)", responsável pela região de Londrina. 

Em nota, o governo diz que a medida "não suspende e nem cancela recursos previstos no orçamento", lembrando que eles podem ser descontingenciados. O Executivo também sustenta que o decreto não afeta despesas obrigatórias, garantindo que "nenhum serviço essencial deixará de ser realizado". 

Parte das entidades de classe de policiais e agentes penitenciários, no entanto, recebeu a medida com preocupação, num cenário de deficits de efetivos nas ruas e de vagas no sistema prisional. Representantes também manifestaram dúvida quanto às despesas que de fato serão comprometidas. 

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A diretoria do SINPOL-SC, esteve reunida nesta terça-feira (15), com o delegado-geral Paulo Norberto Koerich e a delegada-geral adjunta, Ester Coelho.Na oportunidade foram apresentados os integrantes da Comissão Parlamentar do sindicato, que deram as boas vindas à nova gestão da Delegacia Geral da Polícia Civil (DGPC ), e se colocaram a disposição para participar na construção de um serviço de excelência na Polícia Civil.

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Os ataques violentos de criminosos a bancos — alguns com explosivos e formação de cordão humano — fizeram os roubos a instituições financeiras crescerem 20% no Rio Grande do Sul no ano passado. Segundo dados obtidos por GaúchaZH, o número de assaltos passou de 65 em 2017 para 78 em 2018.

Por outro lado, os furtos a bancos diminuíram 25,2%. Em 2017 foram 147 registros, contra 110 casos. A nova chefe de Polícia Civil, Nadine Anflor, aposta na integração para frustrar as ações antes que aconteçam.

— A polícia vai ter que chegar antes. Embora a atuação preventiva seja da Brigada Militar, a gente também vai ter que se engajar nesse contexto e tentar chegar antes. Tem que tentar evitar isso. Depois que acontece, acaba muitas vezes em confrontos. Nenhuma polícia quer que termine assim — entende a policial.

Nadine admitiu a possibilidade de reforçar a Delegacia de Roubos, ligada ao Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic), para intensificar as investigações desses tipos de crimes.

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Renato Sérgio de Lima

Com Clóvis Bueno de Azevedo. Professor do Departamento de Gestão Pública da FGV-EAESP

De acordo com planilha do Sindicato de Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, apresentada em Trabalho de Conclusão do Curso de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, por Tatiana dos Santos Nogueira, a Polícia Civil paulista enfrenta, em 2018, um expressivo déficit de pessoal, considerando-se a diferença entre o número de vagas existentes e aquelas ocupadas.

São Paulo conta, segundo esta planilha, com 41.912 cargos fixados por lei para a polícia civil paulista. Contudo, só 28.743 estão ocupados, o que corresponde a 31,4% de defasagem, quase um terço do contingente responsável por conduzir as investigações e levar os criminosos à justiça. E isso se repete em várias outras das 14 carreiras existentes na Polícia Civil.

Em termos desagregados, entre as principais carreiras, o maior déficit é na de escrivães, que são os responsáveis por toda a burocracia da polícia civil e por registrarem boletins de ocorrência e inquéritos policiais. Nela, das 8.912 vagas previstas, só 5.973 estão ocupadas, com quase 3 mil não preenchidas (33% do total). Porém, esta não é a única defasagem: entre os delegados, a norma existente fixa em 3.463 vagas de delegados, sendo que 731 estão em aberto.

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