FEIPOL-SUL

FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUL

E as máscaras da “reforma” trabalhista não param de cair.
 
Primeiro, foi o relator da “reforma” trabalhista na Câmara, deputado Rogério Marinho que, no dia 17 de maio, em audiência pública no Senado Federal, confessou que a “reforma” é fruto de uma “ruptura do processo democrático“.

Depois, foi o próprio chefe do Executivo em exercício, em mais uma das tantas reuniões que fez com representantes do capital, no dia 24/05, que deixou claro que a “reforma” trabalhista seria uma forma de contornar a crise política.

Na sequência, em 30/05, em novo discurso feito para empresários, desta feita no Fórum de Investimentos Brasil 2017, apontando que não há plano “B” para o Brasil no que tange ao cenário político, o primeiro Presidente do Brasil denunciado por corrupção, reiterou que o governo continuaria comprometido com as reformas trabalhista e previdenciária.

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ALERTA AOS FILIADOS

 

O SINCLAPOL informa que o prazo para habilitação na ação coletiva do Sinclapol, n.º 0003208-02.2012.8.16.0179, junto à 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, irá se encerrar dia 15 julho de 2017, sendo esta a data final para apresentação das planilhas de cálculos de todos filiados.

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Na segunda-feira, (26/6), o Sinpol realizou o 4º Encontro Regional em Caçador. O encontro reuniu policiais civis sindicalizados de Caçador e dos municípios próximos para debater o Projeto (PEC 287) que altera os critérios de aposentadoria em trâmite no Congresso Nacional e seus reflexos no cenário da Aposentadoria Policial.

 

A explanação referente a PEC 287 foi feita pelo advogado e integrante da Comissão de Seguridade Social e Previdência Complementar da OAB/SC, Everson Salem Custódio e pelo advogado Ernesto Rodolfo Alves da Silva, do Escritório Silva Martins Advogados Associados, responsável pela assessoria jurídica do Sinpol. A proposta está apta para ser votada pelo Plenário da Câmara dos Deputados, mas ainda não tem data para votação.

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A 2ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (DIN/Denarc) deflagrou nesta quinta-feira (29) a Operação Rosa dos Ventos no combate ao tráfico de drogas e apreendeu uma tonelada de maconha. A ação ocorreu no pedágio da BR-290 em Eldorado do Sul. O motorista foi preso em flagrante por tráfico de drogas e o caminhão foi apreendido.

O Sinpol RS parabeniza os policiais do Denarc pela brilhante operação. O presidente da entidade, Emerson Ayres, afirma: "Competência, dedicação e comprometimento não faltam. O que mais é preciso para que o Estado publique as promoções dos Policiais Civis?"

A fuga aconteceu na noite de segunda-feira (26) depois que o preso Rudinei Lopes, de 37 anos, fingiu sentir dores no peito, e foi levado para receber atendimento médico.

Por volta das 19h, um médico autorizou que o detento fosse levado de ambulância até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lajeado. Ele foi escoltado por dois agentes penitenciários.

Ao chegar na unidade, três homens armados com fuzis abordaram os agentes penitenciários e efetuaram diversos disparos. Ninguém ficou ferido.

Os bandidos, que usavam toucas ninja, levaram um dos agentes penitenciários como refém. Conforme a polícia, eles abandonaram o carro após um dos pneus estourar na área rural do município vizinho de Cruzeiro do Sul.

Em seguida eles atacaram a casa de uma família, onde roubaram um carro para continuar fugindo.

Quando passaram pela cidade de Paverama, o agente penitenciário que havia sido feito refém foi libertado, sem ferimentos. Os bandidos abandonaram o carro, e usaram um terceiro veículo para escapar de um cerco policial que foi montado.

 

“Foi mantido com cabeça baixa, com uma arma apontada conta ele, e eles sempre dizendo que quem mandava no presídio eram eles”, afirma o delegado Alex Assmann, relatando que o preso em fuga estava preso pelos crimes de roubo e assalto.

Fonte: G1

O Plano Nacional de Educação (PNE) cumpriu parcialmente apenas seis dos 30 metas e estratégias, que deveriam ter sido cumpridas até o final deste ano, foram alcançadas total ou parcialmente – 20% do total. É o que aponta o balanço do Observatório do PNE, plataforma formada por 24 instituições ligadas à educação.

Após três anos de sua aprovação, educadores afirmam que o PNE não teve grandes progressos. Entre os 20 temas centrais que estão previstos no plano, oito já tiveram suas metas com o prazo intermediário vencido. “Nenhuma das metas foi totalmente cumprida. Acho que a única que andou é a meta da elaboração da Base Nacional Curricular e vai ser promulgada no final do ano”, afirma Maria Amabile Mansutti, coordenadora técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação.

O PNE traça o total de 20 temas que devem ser ter suas metas cumpridas até 2024, desde a educação infantil à pós-graduação. A lei também aponta 254 objetivos relacionados a cada uma das metas e 14 artigos que definem ações a serem realizadas no País.

Entre os objetivos que foram cumpridos, junto a Base Nacional Curricular, estão a formação de um fórum permanente para acompanhar o piso salarial do corpo docente, do ensino público, na educação básica.

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Gravataí, cidade da região metropolitana de Porto Alegre, vive uma verdadeira explosão no número de homicídios em 2017. Aliás, os índices vêm crescendo desde 2015 e, nesse ano, já alcança números alarmantes. Neste ano já são 84 assassinatos (sete somente nos últimos três dias), isso significa 20 mortes a mais do que no mesmo período do ano passado. Os policiais da região apontam dois motivos como os principais responsáveis: a defasagem no efetivo policial e a guerra do tráfico de drogas.

Na sexta-feira (23), o policial civil Rodrigo Wilsen foi assassinado durante uma operação de combate ao tráfico em Gravataí. Como quase todas as ocorrências na área da segurança pública, a morte de Rodrigo não aconteceu em Gravataí por coincidência. A mistura de uma guerra do tráfico com uma grande defasagem no número de policiais, são fatores que aumentam de forma exponencial o risco da atividade policial.

É lógico que esse não é o único fator para a morte de Rodrigo Wilsen, fatores como a própria fatalidade devem ser considerados. Porém, não podemos fechar os olhos para a realidade alarmante de Gravataí e de várias cidades do Rio Grande do Sul. A falta de efetivo é resultado de uma política do governo estadual, que privilegia as finanças do estado em detrimento dos serviços públicos. Desde que assumiu, Sartori/PMDB escolheu os servidores públicos como responsáveis pela crise econômica do RS. O preço está sendo pago agora.

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O dia 30 de junho está sendo convocado pelas Centrais Sindicais como o dia em que os trabalhadores vão parar o Brasil contra as reformas do governo Temer. Aqui no Rio Grande do Sul estão sendo programadas paralisações e mobilizações de diversas categorias. Os Policiais Civis se unirão aos Policiais Federais, Policiais Rodoviários Federais, Delegados da Polícia Federal e servidores da SUSEPE, para realizar um dia de manifestação e mobilização.

A UGEIRM está convocando todos os policiais civis de Porto Alegre e região metropolitana para a concentração, que acontecerá em frente ao Palácio da Polícia, na Avenida Ipiranga, a partir das 10 horas. No local será realizado um ato de protesto contra as reformas da Previdência e Trabalhista.

O sindicato também orienta os policiais civis das cidades do interior do estado, a se incorporar nos vários atos que estão sendo convocados pelas entidades sindicais em várias cidades gaúchas.

Reforma acabará com direitos trabalhistas e aposentadoria dos brasileiros

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Direção de Cristiane Oliveira, com Maria Galant e Marat Descartes. Vitrine Filmes, 14 anos. Drama.

Salas em exibição:

Espaço Itaú de Cinema Porto Alegre
(Avenida Túlio de Rose 80 – Passo da Areia 91340-110 Porto Alegre)
Horários: 16h e 20h

GNC Moinhos
(Rua Olavo Barreto Viana 36 – Moinhos de Vento 90570-070 Porto Alegre)
Horários: 18h e 20h

Sala Eduardo Hirtz da Casa de Cultura Mário Quintana
Horários: 15h15min e 19h

veja abaixo a crítica do filme por Andrea Ormond para a Folha de S. Paulo

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Auditores fiscais da Fazenda do Rio Grande do Sul elaboraram um estudo apontando cinco alternativas que poderiam ser adotadas pelo governo do Estado para aumentar em R$ 5,075 bilhões a arrecadação anual do Estado. A ideia central dos auditores é que o Estado poderia atacar a crise financeira não apenas pelo ponto de visto do corte de gastos, mas que também há possibilidades de incremento de receita, com maior eficiência na arrecadação, equalização da carga tributária e racionalização das compras estaduais.

Os auditores fiscais, representados pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Tributária do Estado do RS (Sindifisco-RS), ponderam que os servidores da área têm levantado uma série de alternativas para enfrentar a crise financeira, mas que o governo não tem aberto a porta para o diálogo com a categoria. De acordo com Christian Jesus Silva de Azevedo, diretor de Comunicação e Integração Social do sindicato, nem mesmo o Secretário da Fazenda, Giovani Feltes, tem aberto espaço para os trabalhadores da Receita Estadual, focando a sua atuação no Tesouro, sob o ponto de vista do combate às despesas.

1) Economia em compras: R$ 1,52 bilhão

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Pais, mães e avós de crianças matriculadas na Escola Municipal de Educação Infantil Santo Expedito, localizada na norte da Capital, realizaram neste domingo um abraço coletivo ao colégio em protesto contra a falta de professores. Inaugurada em dezembro do ano passado para ter capacidade para 171 crianças, a escola atende apenas 60 alunos porque não tem professores suficientes para atender os demais, apesar de cerca de 100 já estarem matriculados. Inaugurada em dezembro após um investimento de R$ 1.497.090,41, a escola está com toda a infraestrutura pronta, mas a falta de corpo docente impede que ela opere integralmente.

Leia mais: 
‘Completinha’ mas sem professores, creche deixa mais de 100 crianças sem aulas em Porto Alegre

Procurada para reportagem publicada no Sul21 no dia 13 de junho, a direção da EMEI Santo Expedito informou que apenas três turmas do jardim de infância estavam em funcionamento e atendendo 60 crianças entre 4 e 5 anos. Segundo a vice-diretora Lia Fernanda Fadini, faltam quatro professores com carga horária de 20 horas – ou dois com 40 horas – e 24 monitores para que as demais turmas possam ser abertas. Já a Secretaria Municipal de Educação (SMED) estimou em 16 o déficit de profissionais, entre educadores e monitores e não deu prazo para regularização da situação.

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Enquanto debatem a reforma da Previdência, deputados federais e senadores estão associados a empresas que devem R$ 372 milhões ao INSS. Segundo levantamento da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, 73 deputados e 13 senadores estão ligados a grupos devedores da Previdência – 1 em cada sete congressistas.

As empresas presentes no levantamento têm parlamentares como sócios, presidentes, fundadores ou administradores. Casos em que os CNPJs estão vinculados aos CPFs dos congressistas. Entre elas, há redes de televisão e rádio, hotéis, frigoríficos, companhias siderúrgicas e até diretórios de partidos políticos.

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O tal recorde em gastos com proteção social não passa de um mito, demonstra o economista Milko Matijascic
 

Em recente artigo publicado pela Plataforma Política Social, Milko Matijascic, técnico em Planejamento e Pesquisa do Ipea e doutor em economia pela Unicamp, alerta para a profusão de mitos propalados pelos defensores de uma draconiana reforma da Previdência no Brasil. Um dos mais repetidos é que o País seria um campeão mundial de gastos com proteção social.

Nada mais enganoso, alerta o especialista, ao dissecar dados de publicações oficiais e compará-los com os indicadores equivalentes das nações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Entre as maiores ameaças aos brasileiros, figura a exigência de 25 anos de contribuição para se aposentar. “É uma perversidade”, conclui Matijascic. “Para completar esse período, o brasileiro pode se ver obrigado a trabalhar até 35, 40 anos ininterruptos, se levar em conta os períodos nos quais ele atua fora do mercado formal.”

CartaCapital: Muitos analistas sustentam que o Brasil gasta demais com aposentadorias e pensões. Isso é verdade?

Milko Matijascic: De fato, há algumas distorções no sistema de Previdência, mas nem de longe vivemos o caos desenhado por certos analistas alinhados com a reforma proposta pelo governo. Eles dizem que o Brasil é um país jovem, mas gasta muito com a Seguridade Social, tanto quanto uma nação com população envelhecida.

Creditam isso a regras “extremamente generosas” para a concessão de benefícios, mas insustentáveis do ponto de vista fiscal. É um diagnóstico repleto de erros.

CC: Por quê?

MM: É um absurdo dizer, por exemplo, que o Brasil gasta mais do que os países da Europa Ocidental. A média de gastos das nações da OCDE é bem superior à nossa. Não invento números, refiro-me a dados apresentados em publicações oficiais do governo, como o Anuário Estatístico da Previdência Social. É preciso, porém, certo cuidado ao analisar esses indicadores, pois há uma diferença muito grande entre os resultados da contabilidade e os de benefícios emitidos.


‘Exigir 25 anos de contribuições para ter direito à aposentadoria no Brasil é uma perversidade’

CC: O que diferencia um indicador do outro?

MM: Quando falamos em benefícios emitidos, nos referimos a tudo o que o governo gastou durante o ano com aposentadorias, pensões e auxílios. Nessa soma há muitos casos de antigos processos administrativos ou judiciais.

Ou seja, o cidadão tinha direito ao benefício em 2010 ou 2011, fez a solicitação, mas só teve o recurso liberado em 2016. Muitos processos levam três, quatro anos para ser finalizados.

O resultado contábil, por sua vez, refere-se exclusivamente ao que diz respeito àquele ano específico. Exclui os pagamentos de períodos anteriores. É o dado que costuma ser utilizado nas comparações internacionais.

Pode ocorrer uma enorme variação de valores entre um indicador e outro. No Brasil, em 2015, essa diferença chegou a 1,4% do PIB, o equivalente a três vezes o orçamento do Bolsa Família (o programa repassou 27,7 bilhões de reais nesse ano).

CC: Qual é o porcentual do PIB que o Brasil gasta com a Previdência?

MM: Pela metodologia contábil, a mesma usada pela OCDE, o Brasil gastou no Regime Geral da Previdência Social 6,2% do seu Produto Interno Bruto tanto em 2013 quanto em 2015.

O número não cresceu. Ao apresentar os dados dos sistemas previdenciários de servidores públicos, das três esferas de poder, o Anuário Estatístico da Previdência Social fala em 2,7% do PIB em 2015, mas a publicação não distingue, neste caso, o resultado contábil e o de benefícios emitidos.

Seja como for, não consigo entender como certos analistas, a exemplo de Samuel Pessôa (professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro), tiraram da cartola um gasto de 14% do PIB. É irreal.

CC: O que seria correto dizer a respeito?

MM: O total de gastos públicos, levando em conta o resultado contábil do INSS e dos regimes próprios de servidores, foi de 8,6% em 2015. Dois anos antes, era de 8,2%. Cito esse indicador, um pouco mais antigo, para permitir comparações com os países da OCDE, cujos dados disponíveis são de 2013.

Então, vemos claramente que o Brasil gasta menos que a metade das despesas da Itália (18,7%) e de Portugal (16,6%), além de figurar bem abaixo da média da OCDE: 11,1%. Não procede, portanto, a informação de que gastamos tanto quanto nações envelhecidas.

CC: O gráfico que o senhor apresentou revela, porém, que o Chile e o México gastam bem menos do que nós. Por quê?

MM: Na verdade, esses dois países privatizaram a Previdência dos empregados da iniciativa privada. Substituíram por um modelo de capitalização individual, segundo o qual cada trabalhador recebe em função do que ele próprio contribuiu.

Hoje, apenas um quarto dos mexicanos com mais de 65 anos estão cobertos pela Previdência. No Brasil, a cobertura é de 86%. A grande maioria dos idosos no México depende da família ou da caridade.

No Chile, o valor das aposentadorias é muito baixo, tanto que a população tem saído às ruas para pedir o retorno do modelo anterior. Em ambos os casos, o valor médio dos benefícios é muito inferior ao pago no Brasil, 1.283,93 reais em 2016. Os mexicanos recebem, em média, metade desse valor.

 


Iguais? Pela lógica de certos analistas, o idoso brasileiro conta com a mesma generosidade estatal que um cidadão francês (Foto: Amelie-Benoist/BSIP/AFP)

CC: Por que os aposentados desses países estão nessa situação de penúria?

MM: Costumo brincar ao dizer que o Chile fez uma reforma suíça para a América Latina, e o México embarcou. Onde está o furo? Praticamente, a totalidade dos trabalhadores na Suíça tem carteira assinada, as carreiras são bem reguladas, poucos têm dificuldade de se manter empregados. No nosso pobre continente, a realidade é muito distinta.

A informalidade e a rotatividade no mercado de trabalho são enormes, o que acarreta em baixa densidade de contribuições previdenciárias. Ou seja, o sujeito uma hora trabalha com carteira assinada e contribui, depois perde o emprego, passa um tempo vivendo de bicos, então retorna ao mercado formal.

CC: O Brasil parece não fugir à regra do continente.

MM: Exatamente. Se considerar todos os brasileiros que contribuíram para o INSS ao longo de um ano, a média de contribuição individual é de 9 meses. Por quê? Uma parte perdeu o emprego, outra parte se aposentou. Detalhe: estamos nos referindo a quem está ou esteve ao longo do ano no mercado formal.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, apenas 31,4% da população em idade ativa (PIA) no Brasil, entre 15 e 64 anos, contribuiu para a Previdência em 2011. Nesse quesito, o Chile é melhor que a gente, tem 40% da PIA empregada. Na Suécia, os contribuintes somam 92,8%.

CC: Diante desse cenário, faz sentido elevar o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos, como propõe o governo?

MM: Na verdade, a atual exigência, de 15 anos, já é bastante severa quando observamos o cenário internacional. A Alemanha exige cinco anos. Os Estados Unidos falam em dez anos de cobertura, e não de contribuições. Na Inglaterra, exigem-se cinco anos de residência no país. Exigir 25 anos de aportes para ter direito à aposentadoria no Brasil é uma perversidade.

Para completar esse período, o brasileiro pode se ver obrigado a trabalhar até 35, 40 anos ininterruptos, se levar em conta os períodos nos quais ele atua fora do mercado formal. Como mostrou recente reportagem da Folha de S.Paulo, 79% dos atuais aposentados por idade não conseguiriam cumprir essa exigência.

CC: No início da conversa, o senhor admitiu a existência de distorções no atual sistema previdenciário. Pode citar algumas?

MM: Uma das mais graves é a possibilidade de o brasileiro acumular aposentadoria, pensão e salário, porque muitos beneficiários continuam trabalhando. Isso não acontece em nenhum lugar com um sistema bem estruturado de proteção social, e favorece, sobretudo, os mais ricos. Se houvesse uma restrição a essa prática, o País poderia gerar até 4 milhões de novos postos de trabalho.

Outro absurdo é isentar as empresas filantrópicas do pagamento de contribuições previdenciárias, da parte do empregador. Se atacássemos essas distorções, não seria necessário impor uma reforma tão dura para os mais pobres.

A manhã desta sexta-feira ficará marcada pela imagem de mais um colega morto durante o cumprimento do seu dever. O colega Rodrigo Wilsen da Silveira foi atingido quando participava de uma operação contra o tráfico de drogas em Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre. O escrivão Rodrigo Wilsen da Silveira era chefe de investigação da 2ª DPPA de Gravataí. O mais cruel, a sua esposa e também policial, Raquel Biscaglia, estava na mesma operação e presenciou a tragédia.

Neste momento, vários sentimentos vêm à tona, porém, a principal preocupação dever ser prestarmos toda solidariedade e apoio à família do colega Rodrigo, em particular à sua esposa, a policial Raquel Biscaglia, que, assim como Rodrigo, estava cumprindo o seu dever de combater a violência e oferecer proteção á população.

Morte de Rodrigo não pode ser apenas um número nas estatísticas

No dia 16 de julho de 2015, os policiais civis gaúchos também eram tomados pela dor da perda de um colega durante o cumprimento do seu dever. O agente Valdeci Machado foi morto quando perseguia um bandido em Alvorada. No dia seguinte, o RS presenciou uma das maiores demonstrações de solidariedade da polícia do estado. Porém, de lá para cá nada foi feito pelo poder público para combater a origem daquela situação. E mais grave: a situação só piorou.

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Desde dezembro do ano passado, os boatos sobre a data de publicação das promoções da Polícia Civil, é um dos principais assuntos quando se reúnem pelo menos dois policiais civis. A cada dia uma nova data é ventilada em conversas particulares, grupos de whatsapp, etc. Essa situação chegou ao limite nesse mês. Os boatos causam uma insegurança enorme entre os policiais, que já estão com duas publicações atrasadas e se sentem desvalorizados pelo governo do estado.

Os policiais civis têm executado um trabalho exemplar durante todo o governo Sartori/PMDB. Apesar dos atrasos dos salários, do desmonte da estrutura da segurança pública, das carceragens das delegacias superlotadas, o trabalho cotidiano dos Policiais Civis e as operações policiais têm desempenhado um papel fundamental para, pelo menos, amenizar a crise da segurança pública por que passa o nosso estado.

No final do mês de maio, a direção da UGEIRM se reuniu com o Secretário Chefe da Casa Civil, Fabio Branco, para tratar, entre outros assuntos, das promoções da Polícia Civil. Na ocasião, o Secretário afirmou que o processo estava bastante adiantado e que, em breve, teríamos novidades. De outro lado, o secretário da segurança, Cezar Schirmer, declara que nenhuma promoção será publicada, enquanto não for possível encontrar os recursos para concedê-las para todas as categorias da segurança pública. Seria importante um encontro das informações repassadas pelos vários setores do governo, pois estamos chegando ao fim do mês e, até agora, não tivemos nenhuma informação oficial com um posicionamento claro do governo.

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A maior presença de mulheres no mercado de trabalho global seria capaz de injetar mais de US$ 5 trilhões na economia mundial, em oito anos. É o que revela o relatório Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo – Tendências para Mulheres no Mercado de Trabalho em 2017, lançado nesta semana pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

No Brasil, por exemplo, se a participação de mulheres no mercado de trabalho aumentasse apenas 3,3%, poderia render um aumento de cerca de R$ 337 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB). Em todo o mundo, os postos de trabalho são ocupados predominantemente por homens. No Brasil, 78,2% da população masculina é economicamente ativa, enquanto entre elas esse número é de 56%.

A economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destaca que a participação das mulheres é ainda menor nas camadas mais pobres da população.

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Segundo o sociólogo e economista, Max Weber, importante jurista alemão;

“O monopólio da violência legítima significa que o emprego da coerção é função de exclusiva competência de certos agentes do Estado, de uma organização ou de uma"máquina" institucional  e não de outros agentes da sociedade.”

Em tempos de predominância da violência, principalmente do crime organizado, podemos notar que o monopólio da violência não mais pertence ao Estado.

“No Brasil este monopólio está sendo quebrado pela violência cometida pelo crime organizado, comenta André Gutierrez, presidente do Sinclapol- Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná. Segundo ele, só na última quinta-feira, dia 15 de junho de 2017, três agentes de Estado foram atacados, um Policial Civil morto na Bahia, um agente penitenciário baleado em Toledo, no Paraná e um escrivão de polícia, na Região Metropolitana de Curitiba. Este último fato não foi divulgado na mídia, pois não há interesse na publicação quando a vítima de ataques são policiais”.

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O diretor Institucional e Intersindical do Sinpol-RS, Sandro Quevedo, visitou hoje a DPPA de Canoas, horas após a ocorrência de rebelião na sala de triagem envolvendo 13 presos. Mais uma vez, o Sinpol chama a atenção para o caos em que vivem as delegacias do Estado. Por volta da 1h desta terça-feira (27/06), o grupo tentou fugir da DPPA após quebrar uma porta metálica na sala improvisada para a recepção dos detentos.

Os presos, que estavam revoltados com a impossibilidade de receber visitas na DPPA, foram contidos pelos policiais com o apoio da Brigada Militar. Na DPPA, o Sinpol encontrou uma situação limite para os trabalhadores da Polícia Civil e uma bomba relógio prestes a explodir com consequências desastrosas para toda a sociedade. As delegacias transformaram-se em minipresídios, sem estrutura para abrigar presos de diferentes níveis de periculosidade. O resultado são policiais no limite do estresse, com medo, desmotivados.

Superlotação

O Sinpol ouviu relato de colega, que prefere não se identificar contou que, de  que há alguns anos, a presença de dois presos no xadrez da delegacia já era motivo de preocupação. Hoje, a média é de 42 detentos em um local com capacidade para no máximo 20. Já houve momentos em que o número de presos chegou a 50. Alguns dos policiais civis que lidam com os detentos não sabem sequer o crime pelo qual ele foi preso, já que houve mudança na planilha de identificação dos mesmos.

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A Diretoria do Sinpol-RS reuniu-se, nesta segunda-feira (26/06), com o promotor Márcio Bressani, da Subprocuradoria Institucional de Justiça do Ministério Público do RS. O tema do encontro foi a superlotação das carceragens das DPPAs do Estado. O presidente da entidade sindical, Emerson Ayres, lembrou que o Sinpol representa todos os cargos da categoria e sustentou sua preocupação com o presente caos das delegacias. "Se nada for feito, o Estado viverá uma tragédia", afirmou Ayres.

O presidente relatou caso de Delegacia de Polícia onde vários servidores encontram-se em licença médica devido a problemas decorrentes da exposição ao estresse com as carceragens que, em alguns casos, permanecem com apenas um policial para controle de presos no xadrez.

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