FEIPOL-SUL

FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUL

Da Redação*

Um projeto de lei foi enviado na quinta-feira (22) pelo governador José Ivo Sartori (MDB) para a Assembleia Legislativa, propondo um reajuste de apenas 1,81% no salário mínimo regional para 2018. A proposta de Sartori é idêntica à correção do mínimo nacional, em 1º de janeiro. O índice de 1,81%, aplicado pelo presidente Michel Temer (MDB), foi o menor reajuste dos últimos 24 anos no Brasil.

Na sexta-feira (22), a Centra Única de Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS) reagiu ao PL. “Trata-se de uma proposta de achatamento salarial, na medida em que o índice proposto fica abaixo do INPC de 2,07% em 2017 e não atende à reivindicação de 4,5% feita pelas centrais sindicais para repor a inflação e resgatar a diferença histórica de 1,28% acima do salário mínimo nacional, quando o chamado piso regional foi criado no governo Olívio Dutra, em 2001”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo. O dirigente sindical acrescenta que “é uma proposta vergonhosa, que gera ainda mais concentração de renda e visa tão somente agradar os empresários, prejudicando os trabalhadores que recebem os menores salários e travando o crescimento da economia gaúcha”.

O projeto foi encaminhado em regime de urgência, o que significa que deve ser votado em plenário até o prazo de 24 de março, quando passará a trancar a ordem do dia.  A data-base do mínimo regional é 1º de fevereiro.

Nespolo avisa que as centrais sindicais já estão se mobilizando junto aos deputados e às deputadas para buscar alterar a proposta rebaixada do governo. “Já pedimos uma audiência com o novo presidente da Assembleia, deputado Marlon Santos (PDT), e reuniões com várias bancadas, procurando construir uma emenda com uma proposta alternativa, que valorize os trabalhadores e ajuda a incentivar a economia gaúcha”, destaca.

Ele também ressalta que o mínimo regional beneficia os trabalhadores que ganham os salários mais baixos no Estado. “O dinheiro não é gasto em Miami, mas vai direto para o comércio local, ajudando a girar a roda da economia gaúcha, incentivando o consumo e a produção”.

“Além disso, é um importante mecanismo de distribuição de renda, que virou também um parâmetro para as negociações salariais de diversas categorias, que pautam suas campanhas pelo mínimo regional. É um mecanismo eficaz e concreto de combate às desigualdades de remuneração no Brasil”, enfatiza Nespolo.

*Com informações da CUT/RS