FEIPOL-SUL

FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUL

Da Redação (*)

O presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região Everton Gimenis entregou, na manhã desta terça-feira (8), uma notícia crime ao Procurador-Geral de Justiça do Estado, Fabiano Dallazen, apontando uma série de irregularidades no processo de venda de ações do Banrisul pelo governo Sartori. Gimenis esteve acompanhado do ex-ministro da Justiça e ex-governador do Estado, Tarso Genro, e de Fabiano Machado da Rosa, ambos advogados do SindBancários. Segundo o presidente do sindicato, os leilões “foram feitos com vários pontos obscuros que precisam ser analisados com rigor técnico”.

Tarso Genro disse que a entrega da notícia-crime ao MP tem o objetivo de esclarecer se os processos legais foram formalmente obedecidos e se não há qualquer delito nas operações. “Não é um pedido de apoio ao Ministério Público. Se trata aqui de pedir que o MP avalie esse processo como fiscal da lei que é. Suspeitamos de que haja aqui um enfraquecimento dos acionistas, visando privatizar o banco”, disse o ex-governador. “Não buscamos investigação sobre o Banrisul, uma instituição saudável e fundamental ao Estado, mas especificamente sobre a venda nebulosa dessas ações”, acrescentou.

Acompanhado pelo sub-procurador geral de Justiça, Cesar Araújo Faccioli, Dallazen disse que pedirá a instalação de um expediente para verificar eventuais irregularidades no processo. “Quando tivermos uma definição, daremos uma resposta ao pedido do Sindicato”, garantiu. Segundo ele, a apuração deverá ser feita pela própria Procuradoria Geral da Justiça ou pela Promotoria do Patrimônio Público após análise dos pontos obscuros apontados pelo sindicato no processo de realização dos dois leilões de papéis do Banrisul.

Para o advogado Fabiano Machado da Rosa, esse processo de venda de ações está marcado pela falta de transparência: “uma venda do dia para a noite que contraria instruções da CVM, falta de diálogo com a sociedade e o parlamento, descumprimento de representação formulada em 2017 pelo Ministério Público de Contas e, como resultado, a imprensa noticia a desvalorização do valor das ações gerando perda ao erário público e atuando para privatizar o Banrisul que é lucrativo e possui gestão exemplar”.

(*) Com informações da Assessoria de Imprensa do SindBancários.