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FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUL

A população da cidade de Viamão, na região metropolitana do estado, presenciou mais uma chacina nesta segunda-feira (18). Sete pessoas foram mortas a tiros, aproximadamente no mesmo horário, em três pontos distantes cerca de 50 metros um do outro, no bairro Parque Jari.

O município de Viamão é um dos mais violentos do estado. O Atlas da Violência, divulgado no último dia 15 pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, coloca a cidade como a de maior taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes do estado, com 77,1 casos, superior a Alvorada (71,8 casos) e Porto Alegre (58,1 casos). O mesmo levantamento coloca Viamão como a 21ª cidade com a maior taxa de homicídios no país.

Chacinas viraram rotina no Rio Grande do Sul

As chacinas tornaram-se um problema crônico no estado. Desde o início do governo Sartori/MDB, os casos de mortes violentas, com requintes de crueldade, como decapitações e esquartejamentos, tornaram-se comuns nos noticiários. O mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em outubro de 2017, colocou o Rio Grande do Sul como o segundo estado do país com mais chacinas em 2016. A maior parte desses crimes aconteceu em Porto Alegre e na Região Metropolitana, e a polícia acredita que tenham relação com a disputa pelo poder entre facções criminosas.

Esses dados mostram que, após três anos e meio do início do seu mandato, a política de segurança pública do governo Sartori/MDB é um retumbante fracasso. Os cortes de investimentos, os constantes atrasos de salários, a impressionante diminuição do efetivo policial e a total falta de rumo da secretaria de segurança, levaram o Rio Grande do Sul ao abismo na segurança pública. A população se encontra totalmente amedrontada, trancada em suas residências. A 1ª Pesquisa de Vitimização de Porto Alegre, realizada em outubro do ano passado, pela UGEIRM em conjunto com o Instituto Cidade Segura, constatou que 77% da população da Capital evita sair de casa a noite, com medo da violência.

Para o presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, “não podemos mais conviver com esse descaso. O fim do governo Sartori/MDB é melancólico e lamentável para a população gaúcha. Infelizmente, é difícil acreditar que algo possa ser feito agora, no fim do governo. No entanto, é necessário que a população, e os policiais em particular, aproveitem as eleições de outubro para cobrar dos candidatos medidas concretas para a segurança pública. O aumento dos investimentos em segurança pública, contratação de novos policiais e o pagamento dos salários em dia, é o mínimo com que um candidato a governador e ao parlamento deve se comprometer. A UGEIRM vai cobrar esses compromissos dos candidatos”.