FEIPOL-SUL

FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUL

Em reunião realizada na COBRAPOL – Confederação Brasileira dos Policiais Civis nesta quinta-feira dia 28, foi aprovado o repúdio à Resolução nº 02/2018, emitida pelo “Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil”, que visa adotar dois modelos distintos de identidade funcional, um para os cargo de Delegado e outro para os demais cargos que compõem a Polícia Civil, que seriam adotados numa suposta “padronização” das carteiras funcionais em todos os Estados e no Distrito Federal.
A padronização é defendida desde que ocorra na significação autêntica da palavra, ou seja, a uniformização, sem diferenças. A resolução emitida pelo “Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil”, nitidamente manifesta o ensejo de dividir a carreira policial, que inexiste na legislação, mas que é arbitrariamente imposta dentro das delegacias e nas discrepâncias salariais.

Queremos que a padronização ocorra também nos cargos e salários em todo o país, por isso o SINCLAPOL defende o projeto da Lei Orgânica Nacional já protocolado no Ministério da Segurança Pública pela COBRAPOL, e que inclusive abrange a identificação visual da Polícia Civil.

Em resolução da diretoria, uma ação judicial contra o “Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil” será manifesta, considerando que tal entidade não tem competência jurídica para determinar diretrizes para as instituições, pois é uma associação de direito privado, composta por uma única carreira, sem qualquer interesse em fortalecer suas instituições, mas, tão-somente, o próprio cargo, de forma a elitizá-lo, inclusive, impondo o uso do pronome de tratamento errôneo ao autodenominarem-se doutores.
Conforme o Manual de Redação da Presidência da República orienta, o termo “doutor” deve ser dirigido às pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado.
Tanto o SINCLAPOL e COBRAPOL defendem que a Polícia Civil é uma entidade única, composta de vários cargos dentro de uma mesma carreira, que devem ser valorizados de forma equânime.

Assessoria de imprensa SINCLAPOL