FEIPOL-SUL

FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUL

Faltando seis meses para o fim do seu governo, Sartori/MDB continua não pagando os salários dos servidores em dia. O mês de junho será um dos piores da sua gestão. Somente os servidores que recebem até R$ 1.200 tiveram seus salários creditados nesta sexta-feira (29). No caso dos(as) Policiais Civis, a previsão é que os salários sejam depositados após o dia 20 de julho. Chegando bem perto do que o governo tentou durante os quatro anos de mandato, acumular duas folhas de pagamento de atraso. Esse é o 31º atraso de salário da gestão Sartori/MDB, certamente um recorde na história do estado.

Um dos motivos apresentados, pelo governo, para a piora da situação econômica do estado, é a queda da arrecadação devido à greve dos caminhoneiros do mês passado. Além disso, o governo alega que, nesse mês, o estado não pode contar com o dinheiro da venda das ações do Banrisul. Ou seja, a venda do patrimônio público só tem servido como medida paliativa, sem melhorar em nada a situação das finanças do nosso estado.

O triste fim de um governo sem rumo e sem política

Quando assumiu, Sartori/MDB afirmou que precisaria tomar medidas duras de contenção de investimentos, para conseguir chegar ao fim do seu governo com as finanças do estado em ordem. Chegamos no mês de julho do seu último ano de governo e o discurso continua o mesmo e os servidores sem salários no fim do mês, correndo o risco de ter duas folhas de pagamento em atraso.

Sartori/MDB aumentou impostos, aumentou a contribuição previdenciária dos servidores, cortou investimentos em todas as áreas, incluindo segurança pública, educação e saúde, extinguiu Fundações Públicas, diminuiu drasticamente o número de servidores e, mesmo assim, não conseguiu colocar as contas do governo em ordem. Todas as vezes que o governo precisou aprovar suas propostas na Assembleia Legislativa, o discurso era o mesmo: as propostas precisam ser aprovadas para evitar que as finanças o RS entrem em colapso. Todas as medidas foram aprovadas, inclusive a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) da União, e o colapso das finanças está cada vez mais perto.

A adesão ao RRF é exemplar para demonstrar a incompetência desse governo. Sartori/MDB e sua base de apoio fizeram todo o tipo de chantagem para aprovar a adesão. Os parlamentares cederam e aprovaram a proposta. Porém, por total incompetência da equipe econômica, nem mesmo o governo Temer/MDB confiou no que dizia o governo Sartori/MDB. A equipe econômica do governo federal questionou os dados apresentados pelo RS e, simplesmente, se negou a autorizar a adesão do estado a um dos piores acordos que um estado poderia assinar.

A população gaúcha paga a conta da incompetência do governo

Infelizmente, quem paga a conta de tamanha incompetência, é o povo gaúcho. Serviços públicos completamente sucateados, servidores desmotivados e sem salários, educação pública em ruínas, saúde pública em péssimo estado e a segurança pública desmontada, é o legado deixado pelo governador Sartori/MDB para o próximo governo.

Hoje, o Rio Grande do Sul é visto por todo o país como um dos estados mais violentos da federação. Porto Alegre é a sétima capital mais violenta do país, somos o 14º estado com maior númeero de mulheres assassinadas. Em 2016, a cada dia tivemos quatro jovens de 15 a 29 anos assassinados no RS. Esse é o resultado de um governo catastrófico sob qualquer tipo de avaliação que se possa fazer. A esperança é que essa avaliação seja feita nas urnas em outubro. Na hora de escolher os candidatos, é fundamental que seja olhado o que foi feito nesses quatro anos de governo Sartori/MDB. Distinguir que contribuiu para destruir o estado, é um ótimo critério na hora de escolher em quem votar.

Policiais Civis retomam Operação Padrão

Com o 31º atraso de salários, os Policiais Civis vão retomar a Operação Padrão a partir do dia 1º de julho. Este mês, a mobilização ganha uma importância ainda maior, diante da ameaça concreta do acúmulo de duas Folhas de Pagamento em atraso.

Enquanto os policiais passam pela situação absurda de suportar o 31º atraso de salários, as Operações Policiais continuam a pleno vapor. É preciso mostrar claramente para a população, que isso não é uma política de segurança pública. É, apenas, uma resposta midiática às cobranças decorrentes dos índices alarmantes de violência que o nosso estado enfrenta. Depois de quase quatro anos de governo, não adianta tentar maquiar a incompetência demonstrada pelo governo até agora. O único resultado prático desta política, até agora, tem sido um nível de stress absurdo dos agentes, que têm que responder às metas absurdas do programa Qualificar, e possíveis benesses aos administradores que têm objetivos eleitorais em outubro.

Sabemos que será muito difícil que algo saia de um governo em crise e em fim de mandato. Mas, também sabemos que a única forma de minimizarmos os danos causados por essa política, é nos mobilizando para impedir que o pior aconteça. A realização da Operação Padrão e a não participação nas Operações Policiais enquanto os salários estiverem em atraso, é a melhor arma para pressionarmos o governo e evitar que nos próximos meses tenhamos o encontro de duas Folhas de Pagamento.

Veja abaixo as orientações para a Operação Padrão

DPPAs, Plantões e Volantes

– Somente registros de ocorrência criminais;

– Lavratura de APF, somente com a presença da autoridade policial.

Departamentos e DPs

– Não cumprimento das metas estabelecidas pelo programa Qualificar;

– Os Agentes não devem ficar responsáveis pelo planejamento, organização e estruturação das operações policiais, essa tarefa deve ser executada pelos delegados responsáveis;

– Não participação em Operações Policiais enquanto os salários não forem integralizados;

– Após a integralização, a participação nas operações só devem se dar de acordo com as condições materiais e pessoais oferecidas, observando-se as questões legais referentes a diárias, equipamentos, pagamento de horas extras e/ou sua compensação por folga;

– Elaboração de relatórios somente pela autoridade policial

– Representação por MBAs, Prisões e Interceptações telefônicas devem ser solicitados somente por autoridade policial;

– Não publicização das Operações Policiais nas mídias, inclusive as sociais.