FEIPOL-SUL

FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUL

previewA direção do SINPOL-RS entregou nesta terça-feira (29/10) à bancada do PSB na Assembleia Legislativa, um documento com a posição do sindicato sobre a reforma administrativa proposta pelo governador Eduardo Leite.

O SINPOL-RS exige, entre outros pontos, a manutenção da paridade e integralidade da aposentadoria dos policiais civis, criação de um tempo de transição para aqueles policiais que estão prestes a se aposentar com todas as suas prerrogativas, retirada do projeto do governo da negativa de remuneração aqueles policiais que respondam por ilícitos sem que haja sentença condenatória transitada e julgada, exigimos manter períodos anuais para as promoções, tendo em vista que no projeto governamental este item fica submetida a vontade discricionária do gestor público (sem data definida para as promoções, sem as devidas vagas a serem preenchidas e tudo submetido ao fluxo de caixa do Estado), não aceitamos a redução da pensão aos dependentes do policial que atualmente é de uma cota básica de 70% e o projeto do governador Leite quer reduzi-la para 50%, por fim, é imperioso que a arrecadação produzida para compor o deficit previdenciário seja direcionada para o fundo específico previdenciário dos servidores, evitando que os valores sejam canalizados ao caixa único da administração fazendária. Isto deve estar registrado no projeto do governo, fato que hoje inexiste.

“Entendemos que o servidor policial civil e os demais servidores do poder Executivo já esgotaram a sua cota de sacrifício nesta crise financeira que vive o Estado, considerando que os salários já estão atrasados há dois meses e sem previsão de retomada da normalidade. Não há mais o que suportar”, explicou o presidente do sindicato, Mario Flanir.

O deputado Elton Weber, líder da bancada, salientou que o projeto do governador deverá sofrer alterações, pois o amplo dialogo é necessário com as categorias. “Um projeto dessa envergadura vem de um jeito mas não são aprovados como chegam”, lembrou. Segundo o parlamentar, o PSB ainda não recebeu nenhum projeto e, portanto, não tem posição definida.