FEIPOL-SUL

FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUL

A direção da UGEIRM está convocando, para esta quinta-feira (5), às 14h, no Palácio da Polícia em Porto Alegre, uma Assembleia Geral para discutir as próximas ações da polícia civil na mobilização contra o calote nos salários de setembro. Entre as ações em discussão, está a deflagração imediata de uma greve da Polícia Civil.

Depois de uma grande mobilização no dia 29 de setembro, quando os servidores públicos pararam o centro de Porto Alegre, em um ato que contou com grande participação da Polícia Civil, a categoria precisa discutir quais são os próximos passos para tentar reverter a situação dramática que se encontram os (as) policiais civis. Diante da revolta e da insatisfação já demonstrada pela categoria, a possibilidade de deflagração de uma greve é uma realidade concreta.

Os (as) policiais civis vêm convivendo com a explosão da violência, com os parcelamentos de salários, com as promoções em atraso e as aposentadorias bloqueadas pelo governo. No seu dia a dia, são obrigados a conviver com as carceragens das delegacias superlotadas, colocando em risco suas vidas e da própria população. Além disso, vivem em constante tensão para atingir as metas absurdas estabelecidas pelo famigerado Programa Qualificar e pelas Operações Policiais quase diárias.

A resposta da categoria tem se dado com a Operação Padrão, que tem diminuído a produção dentro das delegacias e departamentos, além da não participação nas Operações Policiais. Porém, no mês de setembro o governo radicalizou seus ataques aos servidores estaduais, ao simplesmente deixar de pagar os salários da maior parte do funcionalismo e de toda a Polícia Civil. Essa atitude exige dos (as) policiais civis uma resposta a altura. É essa resposta que será dicutida na Asssembleia Geral desta quinta-feira (5).

O presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, convoca todos (as) policiais civis. “Agora não dá mais para esperar. O governo perdeu completamente o respeito pela nossa categoria. Se antes, já vivíamos o absurdo de ter nossos salários parcelados, dessa vez o Sartori simplesmente ignorou a polícia civil e a população gaúcha ao não pagar nossos salários, para fazer chantagem com a Assembleia Legislativa. O seu objetivo é aprovar a renegociação da dívida com a União e vender o nosso estado. Para isso, coloca milhares de policiais na situação de não saber se vai ter dinheiro para fazer o rancho na próxima semana. Como esses policiais vão ter cabeça para pensar em Operações Policiais ou inquéritos? Chegou a hora de dar um basta nesta chantagem do governo Sartori. Se precisarmos parar a polícia civil e mostrar para a população que o governo está brincando com a segurança dela, nós vamos fazer! A Polícia Civil não pode servir de brinquedo nas mãos de nenhum governo”.