FEIPOL-SUL

FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUL

Após oito dias, com o pagamento dos salários de outubro nesta segunda-feira (13), os (as) Policiais Civis encerram a greve e voltam ao trabalho a partir das oito horas de terça-feira (14). A greve contou com uma grande adesão da categoria em todo o estado. Em várias cidades, os policiais realizaram manifestações em frente às delegacias, explicando à população os motivos da greve e a situação em que se encontra a segurança pública no Rio Grande do Sul. Um exemplo foi dado pelos colegas de Santa Maria, onde os Policiais Civis em greve fizeram uma campanha que arrecadou mais de uma tonelada de alimentos, que foi doada para duas creches da cidade. Esse tipo de ação serve para mostrar que o movimento grevista é em defesa dos salários dos policiais e também em defesa da segurança da população. Esse foi o segundo mês consecutivo em que os (as) Policiais Civis entraram em greve contra o não pagamento dos salários.


Colegas de Santa Maria entregam alimentos em creche.

Como consequência da greve, a UGEIRM também abriu um canal de negociação com o governo a respeito das Promoções da categoria, que estão atrasadas há mais de um ano. Na sexta-feira da semana passada, a diretoria do sindicato se reuniu com o Chefe da Casa Civil, Fábio Branco, para tratar do assunto. O secretário ouviu as reivindicações do sindicato e se comprometeu a continuar as discussões em reunião que acontecerá ainda esta semana. Na próxima sexta-feira (17), a UGEIRM realizará uma reunião ampliada do Conselho de Representantes do Sindicato, onde será realizada uma avaliação da greve e também será feita uma discussão sobre as negociações do sindicato com o governo a respeito das Promoções. Nessa reunião também será debatido o Plano de Recuperação Fiscal do governo Sartori/PMDB e as consequências para a categoria.

O presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, salienta a importância dessa discussão para a categoria. “Esse Plano de Recuperação Fiscal pode significar a impossibilidade de novas promoções no futuro. É muito preocupante uma proposta que impede o governo de conceder novos reajustes e promoções, além de congelar os investimentos até 2022”. Ortiz lembra que isso não é novidade no nosso estado, “Britto fez a mesma coisa e as consequências são sentidas pelos gaúchos até hoje. Por isso, precisamos discutir com muito cuidado essa proposta de renegociação da dívida. É o nosso futuro que está em jogo”, finaliza Ortiz.